Novas tecnologias aplicadas à moda

LAA | Laboratório de Atividades do Amanhã

Cientistas de microbiologia, especialistas em impressão 3D, eletrônica sensorial e mais 18 profissionais de moda estão juntos, em um grupo de trabalho no Museu do Amanhã, criando e experimentando novos processos para a confecção de roupas e acessórios funcionais. Essa é a proposta do programa “Tecnologia Na Moda”, criado pelo Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA), espaço apresentado pelo Banco Santander. O projeto é uma co-realização do Laboratório de Atividades do Amanhã com O Cluster e a Biotecam, com oficinas todas as quartas e sextas-feiras, até 29 de maio de 2017. As peças criadas pelos participantes no processo deverão compor a próxima mostra do LAA, ainda este ano. 

“A indústria da moda, geralmente, busca referências e inspirações nela mesmo. Nós estamos tentando quebrar paradigmas e fazer com que profissionais dessa área comecem a buscar referências em outras áreas, em outras disciplinas. O objetivo do “Tecnologia na Moda” é pensar as roupas que usamos todos os dias de uma forma diferente. É explorar a junção de roupas com eletrônica, impressão 3D, sensores e biotecidos, aplicando essas técnicas ao que vestimos. A ideia é experimentar, fazer uma roupa que melhore a vida das pessoas, que sirva como interface e, também, de certa forma, repensar a cultura de que roupa só cobre o corpo”, explica Marcela Sabino, Diretora do LAA.

Carolina Herszenhut, curadora e idealizadora d’O Cluster, destaca que esse encontro busca soluções para problemas atuais e para projetar soluções para um cenário futuro. “O Cluster atua de forma integrada com uma série de novas marcas e designers a fim de conectá-los com consumidores, imprensa e público em geral com o intuito de que possam tanto repensar suas formas de consumo quanto valorizar aquilo que produzem e criam de forma consciente e responsável”, ressalta Carolina. 

Ainda na primeira fase do projeto, os participantes estão tendo encontros para entender as possibilidades de criação e experimentação a partir de temas como Impressão 3D, para criação de acessórios e modularização de roupas; Wearables, para aliar eletrônica e sensores às roupas, e a criação de tecidos biológicos.

“A equipe da BIOTECAM já está desenvolvendo experimentos com os alunos, como a criação de tecidos produzidos por microorganismos e funcionalizando as peças a partir da inserção de chips dentro do tecido, por exemplo. Estamos alinhados às propostas e perspectivas de interatividade visual e científicas do LAA”, complementa Ricardo Amaral Remer, diretor da BIOTECAM.