O que fazer com os resíduos da mineração?

Observatório do Amanhã
Distrito de Bento Ribeiro, em Mariana, destruído pelo rompimento de barragens de mineração / Foto: Domínio Público
Início: 
quinta, 14 de abril de 2016
Término: 
quinta, 14 de abril de 2016
Local:
Observatório do Amanhã
Horário:
qui 16h30-18h

Em novembro último, o mundo testemunhou o rompimento das barragens do Fundão e Santarém, em Mariana, região central de Minas Gerais, que destruiu o distrito de Bento Rodrigues. Foi o maior desastre ambiental da história do Brasil, com 18 mortos e um prejuízo incalculável para a Bacia do Rio Doce. A tragédia precisa servir de alerta: o país tem hoje cerca de 660 barragens de rejeitos de mineração, 445 delas em Minas Gerais e mais de 30 estão sob alto risco de rompimento. O que podemos fazer para que o desastre de Mariana não se repita? Que nova destinação podemos dar aos rejeitos, além de apenas estocá-los?

Para falar sobre estas questões, o Museu do Amanhã apresenta o debate "Barragens: o que fazer com os resíduos da mineração?", com o engenheiro Ricardo Fiorotti, professor de Pós-graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Ouro Preto (PROPEC/UFOP), onde coordena o Laboratório de Materiais de Construção Civil; e o geógrafo Marcelo Motta, pesquisador em Geomorfologia e coordenador da pós-graduação em Gestão Ambiental e Sustentabilidade na PUC-Rio.

Se alternativas às barragens parecem ser inviáveis a curto e médio prazos, pode ser possível reduzir a quantidade de resíduos nelas despejados, transformando os rejeitos de mineração em materiais de construção civil e pesada, constituindo casas, infraestrutura urbana e estradas - moldando um novo Amanhã para as cidades.

  • Evento gratuito;
  • Inscrições encerradas;
  • Entrada pela porta lateral do prédio.

Sobre os palestrantes:

Ricardo Fiorotti é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Viçosa e doutorado em Engenharia Agrícola, também pela Universidade Federal de Viçosa. Líder do Grupo de Pesquisa em Resíduos Sólidos (RECICLOS) e membro do Grupo de Estudo de Resíduos (NUPES).

Marcelo Motta é pesquisador da PUC-Rio na área de Geomorfologia e professor da universidade nos cursos de Mestrado em Geografia e graduação em Geografia e Arquitetura. Esteve envolvido em projetos de intervenção em manejo de paisagem para conservação, recuperação de áreas degradadas, reflorestamento e controle erosivo de encostas, projetos de pesquisa e diagnósticos ambientais e planejamento territorial e energético.

 

O Museu do Amanhã é um museu de ciências aplicadas que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência. Inaugurado em dezembro de 2015 pela Prefeitura do Rio, o Museu do Amanhã é um equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura, que opera sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o Museu do Amanhã já recebeu mais de 4 milhões de visitantes desde a inauguração. Tendo como patrocinador máster o Banco Santander, a Shell como mantenedora e uma ampla rede de patrocinadores que inclui empresas como IBM, Engie, Lojas Americanas, Grupo Globo e Renner, o museu foi originalmente concebido pela Fundação Roberto Marinho.