Museu do Amanhã: um ano de conquistas

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Área externa do Museu / Foto: Bernard Lessa / Área externa do Museu

Mais do que sucesso de público e visitação, o Museu do Amanhã superou marcas, conquistou recordes e premiações, tornou-se ícone do Rio de Janeiro e do Brasil. Acumula inúmeros motivos para celebrar o seu primeiro ano de funcionamento. O museu de ciência brasileiro recebeu mais de 1,3 milhão de visitantes, um número extraordinário para instalações culturais no País, e o triplo do que havia sido previsto inicialmente pela Prefeitura. Além de se consagrar como uma das principais atrações turísticas do Brasil, o Museu do Amanhã passou a ser considerado um local democrático, de acesso a públicos com perfis diversos, uma referência de inclusão social. E ainda atingiu a primeira colocação entre os lugares do Brasil mais fotografados no Insta-gram em 2016 com base em geotags.

O Museu do Amanhã conquistou notoriedade global ao longo desse primeiro ano com mais de dez reconhecimentos internacionais – entre premiações, menções honrosas e homenagens de organizações do setor, conferências e seminários especializados nos mais variados países. O “Oscar dos Museus”, prêmio britânico Leading Culture Destinations Awards, elegeu a instituição carioca como o “Melhor Novo Museu do Ano”; e o Amanhã ainda subiu ao pódio com uma medalha de ouro e duas de bronze no International Design & Communication Awards (IDCA), no Canadá. Além disso, o Museu do Amanhã foi o primeiro do Brasil a receber o selo Ouro da certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), no segundo maior nível de classificação. A certificação é resultado da eficiência energética e de processos empregados na construção e foi entregue no segundo semestre pelo Green Building Council, principal instituição americana que chancela edificações verdes.

Sucesso desde o primeiro momento

Um dos dados de maior orgulho foi a constatação de que o Museu do Amanhã tem importante papel de inclusão: muitos dos visitantes não eram frequentadores habituais desse tipo de espaço cultural e 12% nunca haviam estado antes em um museu. Mais do que a oportunidade de ser um local formador de públicos, o Amanhã fortalece a sua  vocação como um indutor de reflexões e centro para o diálogo de muitas vozes da sociedade.

Em julho de 2016, o Museu lançou o programa “NOZ Amigos do Amanhã”, com a finalidade de ajudar seus integrantes na criação dos possíveis amanhãs, assim como contribuir na formatação e desenvolvimento do próprio programa, em um processo que envolve colaboração e responsabilidade compartilhada. 

Um dos pilares do Museu do Amanhã é a acessibilidade. A convivência é promovida por meio de programações que convoquem pessoas com deficiência e suas famílias a vivenciarem o Museu como um espaço para reflexão, diversão e conhecimento. Desde a inauguração, 3.878 pessoas com deficiência já visitaram o Museu. Na atividade “Territórios Acessíveis”, por exemplo, em uma parceria com a Rede Unlimited de Acessibilidade na Cultura, a pessoa com deficiência é também protagonista. 

Áreas do Museu e exposições temporárias

O Museu do Amanhã abrigou 16 exposições temporárias em seu primeiro aniversário. A estreia foi com “Perimetral: vida e morte urbana”, seguida por “O Poeta Voador, Santos Dumont”. E mesmo a Exposição Principal não passou despercebida. Em 2016, foram 122 atualizações incentivadas pelo olhar atento da equipe do Observatório do Amanhã, que inseriu novas informações, imagens e vídeos. 

O Observatório do Amanhã, uma espécie de radar do Museu, acompanhou acontecimentos importantes, pesquisas científicas, transformações sociais, naturais, políticas, tecnológicas ou de qualquer outra natureza que tem potencial de modificar nosso Amanhã. Foram 30 artigos publicados no site do Museu, 62 palestras realizadas, mais de 4 mil pessoas nos 110 eventos realizados, entre palestras, seminários, encontros e talk shows. A partir da parceria realizada com o Google Arts and Culture, houve a concepção e a montagem de mais de 13 exposições virtuais. 

Somados também a programação do auditório, o Museu atingiu, no primeiro ano de funcionamento, a marca dos 600 eventos realizados, tendo atraído 250 mil pessoas.

Já o Laboratório de Atividades do Amanhã, que tem como principais focos de atuação os efeitos e resultados das tecnologias tradicionais e exponenciais – como inteligência artificial, internet das coisas, robótica, impressão 3D, biotecnologia – e o futuro de determinados temas – como trabalho, urbanização, fabricação e alimentação –promoveu 150 atividades, envolvendo mais de 4 mil pessoas, e recebeu mais de 476 mil visitantes nas três exposições realizadas no local.