Laboratório de Inovação

Espaço de Inovação

A área de Inovação do Museu do Amanhã ganha mais um espaço além do Laboratório de Atividades: um espaço de convivência expositivo

espaço de inovação

O espaço dedicado à inovação como experiência viva, sensível e coletiva. Inspirado pela vitalidade e pela potência simbólica do terreiro, o laboratório convida o público a repensar o próprio sentido de inovar. Em vez de uma tecnologia fria, propõe a conexão raiz, acolhedora. Em vez de um futuro abstrato, oferece o chão comum. A inovação acontece no gesto partilhado, na articulação entre arte, ciência, memória e imaginação, alimentada pelo encontro entre corpos, saberes e territórios diversos

bunker para um pixel tropical

A partir de 02 de julho

O Espaço de Inovação do Museu do Amanhã recebe a instalação interativa Bunker para um Pixel Tropical (Bunker for a Tropical Pixel), um jogo cinematográfico inédito criado pelos artistas colombianos Tatyana Zambrano e Hernán Rodríguez.

A obra foi desenvolvida durante a residência artística Pós-natural e outras Ecologias, realizada pelo Museu do Amanhã em parceria com a GLUON e o programa europeu S+T+ARTS. Ao longo da residência, os artistas aprofundaram uma pesquisa que utiliza mundos digitais como espaços de experimentação, reflexão crítica e criação de futuros possíveis.

Em diálogo com as pesquisas do Museu do Amanhã, Tatyana e Hernán investigaram as relações entre biodiversidade, transformações climáticas, tecnologias digitais e formas de vida humanas e não humanas. Desse processo surgiu um universo especulativo no qual natureza, tecnologia e ficção se encontram para questionar modelos de desenvolvimento, práticas extrativistas e os impactos das infraestruturas tecnológicas sobre os territórios.

Em Bunker para um Pixel Tropical, o público é convidado a percorrer um ambiente digital pós-tropical, construído a partir de referências à cultura visual, à ficção especulativa, às ecologias e aos imaginários tecnológicos produzidos no Sul Global. Mais do que um jogo, a obra propõe uma experiência sensorial e narrativa sobre adaptação, sobrevivência e convivência em um mundo profundamente transformado.

A obra articula arte, ciência e tecnologia, ao mesmo tempo que apresenta perspectivas latino-americanas sobre as crises ambientais e tecnológicas do presente.

A parceria entre o Museu do Amanhã e a GLUON parte dessa compreensão: desafios como a perda da biodiversidade, as mudanças climáticas, o extrativismo e a expansão das tecnologias digitais são globais, mas se manifestam de formas específicas em cada território.

SOBRE O JOGO

Bunker para um Tropical Pixel é um jogo ambientado em um futuro pós-tropical, no qual a luz do Sol deixou de existir. Para sobreviver, os seres vivos desenvolveram novas formas de produzir, armazenar e compartilhar luz e energia.

O jogador controla uma biobactéria extremófila, um pequeno organismo capaz de viver em ambientes extremos, como vulcões, regiões profundas dos oceanos e áreas contaminadas. No universo do jogo, essa criatura produz sua própria energia, absorve as luzes físicas e espirituais presentes no ambiente e ajuda a manter os ecossistemas vivos.

Ao longo da jornada, o extremófilo atravessa três mundos inspirados nas cores do sistema RGB: verde, azul e vermelho. Em cada ambiente, seu corpo se transforma para responder às condições locais. Ele pode desenvolver patas, guelras ou habilidades de voo a partir do contato com outras formas de vida. Essas mudanças também transformam a maneira de jogar.

A EXPERIÊNCIA

Bunker para um Tropical Pixel combina sequências cinematográficas, investigação em terceira pessoa e desafios meditativos.  Durante o jogo, o participante deve observar os ambientes, resolver situações e cuidar do equilíbrio entre organismos naturais e tecnológicos. Em vez de dominar os mundos, o jogador é convidado a criar relações de atenção, adaptação e convivência.

Duração aproximada de 60 minutos. 

Classificação etária: +7

O jogo possui acesso aberto e gratuito e pode ser encontrado no site: bunkerforatropicalpixel.com

zonas simbólicas

O espaço de Inovação se organiza em quatro zonas simbólicas:

Terra

A Zona Terra convida à reconexão com nossas origens e com os territórios que formam quem somos. Aqui, a terra é um organismo vivo, fonte de inovação e guardiã de saberes ligados aos ciclos da natureza.

A instalação “Onde há vazio e nada, agem outras forças desconhecidas, invisíveis — naturalmente”, de Negalê Jones, exposta de julho/2025 a junho/2026, criou uma experiência sensorial e simbólica. Feita em ferro fundido — extraído do subsolo e moldado pelo fogo —, a obra representa a força da terra em criar formas, memórias e futuros. Torres metálicas com símbolos Adinkra marcam o espaço, ativam sons e, com o fluxo de ar, revelam uma paisagem viva onde o invisível ganha forma

Onde há vazio e nada, agem outras forças desconhecidas, invisíveis — naturalmente Negalê Jones, 2025. Material: Ferro fundido, circuito elétrico e eletrônico, madeira, acrílico e plantas desidratadas.  Medidas: 170x35cm.120x35cm.  

Exposta de julho/2025 a junho/2026

Água

A Zona Água é um espaço onde a inovação flui como um rio vivo. Aqui, saberes tradicionais e ciência se encontram, criando caminhos sustentáveis guiados pela inteligência da natureza.

No jogo-documentário Atuel, exposto de julho/2025 a junho/2026, um rio-sonho se abre e te conduz por paisagens líquidas da memória e da imaginação, inspiradas no Vale do Rio Atuel, na Argentina. Nessa jornada surreal, a natureza se comunica em outras línguas: ventos contam histórias, pedras guardam lembranças e a água — sempre em movimento — revela seu propósito junto à comunidade

Título: Atuel; Gênero: Aventura, Casual, Indie; Desenvolvedor: Matajuegos; Editora: Matajuegos; acomodação: até 3 pessoas por sessão; duração: 30 minutos

Exposto de julho/2025 a junho/2026

Ar

A Zona Ar é um espaço de criação e contemplação, onde diferentes visões de mundo e tecnologias se encontram como ventos em equilíbrio. O ar conecta o natural ao artificial — é uma força invisível que circula, atravessa e transforma tudo ao seu redor

Na instalação “Ventos que Contam”, de Nina da Hora, exposta de julho/2025 a janeiro/2026, o vento ganha forma e linguagem. Uma árvore de LED interativa reage ao toque e ao movimento, convidando o público a sentir o ar como uma entidade viva, carregada de memórias, mensagens e ancestralidade

Nina da Hora Ventos que Contam, 2025 A árvore, composta por 440 módulos de LED, é ativada por três totens equipados com sensores de presença, toque, botões e outros dispositivos que criam uma experiência multissensorial. Desenvolvimento: SupLab  

Exposta de julho/2025 a janeiro/2026

Fogo

A Zona Fogo é um espaço de troca e transformação, um convite ao nosso público para roda de conversas, debates e trocas com propósitos e movimento, é convite à reinvenção e à criação de novos mundos. Na cosmologia Yawanawá, o fogo exige respeito e intenção — não se acende sem permissão. Ele é força central, que organiza e impulsiona as discussões e ideias que aquecem a vida em sociedade. É uma chama pulsante que conecta tempos, territórios e histórias em um único fluxo