Residência Artística

Inteligências na Era do Calor

A Residência Artística Museu do Amanhã 2026 - Inteligências na era do calor é uma plataforma de experimentação, inovação e debate promovida pelo Museu do Amanhã. Curador convidado Lucas Albuquerque

sobre o programa

Promove trocas interdisciplinares entre artistas contemporâneos e cientistas, filósofos e tecnólogos no desejo de ultrapassar a barreira entre os campos da arte, da ciência, da tecnologia e dos estudos sociais. Trazendo como pilares centrais os conceitos de Sustentabilidade, Tecnologias e Saberes, a residência funciona como um hub de trocas entre artistas e o museu. Além do desenvolvimento de um projeto, o programa de residência envolve visitas a museus, galerias e plataformas independentes, encontros regulares, sessões de discussão com convidados, eventos de networking.

sobre a edição 

Neste ano, o programa de residências integra o ciclo de discussões curatoriais do Museu do Amanhã, que elege o elemento fogo como objeto de reflexão. Ele se centra, contudo, no aspecto incendiário e irrefreável das novas inteligências com o intuito de investigar como os fluxos de dados, as imposições algorítmicas, os novos modelos de linguagem e os parentescos entre o humano e o não-humano produzem novas sensibilidades estéticas.

Pensando na sobrevivência do fogo através da luz digital, do consumo voraz de informação e do aquecimento ecossistêmico propiciado pelo progresso tecnológico, a residência se abre para acolher seis pesquisas artísticas. Buscamos projetos que apresentem modos de compor e contrapor, absorver e refletir tais mudanças culturais apontadas. Convidamos artistas e pesquisadores a se afetar pelas seguintes questões:

Como a arte pode caminhar sobre o calor da dadosfera?

Onde reside a invenção no artificial, e o artifício na invenção?

Qual o papel da arte quando sua singularidade é colocada em xeque?

Como pensar mundos em que o orgânico e inorgânico se cruzem sem a total dissolução de um dos lados?

Serão selecionados:

1 artista do Rio de Janeiro;

1 artista da região sudeste;

1 artista da região norte;

1 artista da região nordeste;

1 artista da região centro-oeste;

1 artista da região sul;

cronograma

ETAPA 1 - INSCRIÇÃO EM EDITAL

20 de abril: Lançamento do Edital

30 de abril: Divulgação júri 

15 de maio:  Encerramento das inscrições

ETAPA 2 - SELEÇÃO PARA A RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

19 de maio a 5 de junho:  seleção para entrevistas 

8 de junho:  resultado da pré-seleção para entrevistas

9 a 12 de junho: Entrevistas

19 de junho: resultado final

22 de junho a 17 de julho: Assinatura do Termo de Compromisso

17 de julho a 17 de agosto: Pagamento da 1ª parcela da bolsa (60% do valor) 

até 31 de agosto: Pagamento da 2ª parcela da bolsa (40% do valor)

ETAPA 3 - PROGRAMA DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

27 de julho a  7 de agosto:  Encontros de acompanhamento on-line. 

17 de agosto: Residência presencial no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro) 

18 de agosto: Gravação de vídeos com os residentes 

18 de setembro: Evento de encerramento da residência

conheça o júri

Froiid

Froiid

Artista e curador multidisciplinar. Mestre em Artes Visuais. Participou da Bienal do Mercosul e foi vencedor do prêmio SESC Arte na 22ª Bienal Sesc_Videobrasil (2023). Também foi vencedor do Prêmio Décio Noviello de Artes Visuais (2020), pela Fundação Clóvis Salgado, e residente da Bolsa Pampulha (2022).No campo curatorial, realizou diversas curadorias em festivais e exposições, desenvolvendo projetos que articulam pesquisa crítica, mediação institucional e proposições experimentais no âmbito das artes contemporâneas.

Atua também como orientador de artistas em programas de formação e acompanhamento, contribuindo para a elaboração conceitual de projetos, amadurecimento poético e construção de trajetórias no circuito artístico.

Desde 2014, Froiid vem construindo uma produção diversificada que inclui jogos, instalações, objetos, vídeos, fotografias e trabalhos sonoros, explorando as relações entre arte, tecnologias e a cultura da margem brasileira. Ao experimentar as regras dos jogos, investiga tensões entre liberdade e estrutura, criação e instituição, indivíduo e sociedade.

Cleyton Santanna

Cleyton Santanna

Artista visual, pesquisador e comunicador cuja atuação se constrói no cruzamento entre arte, memória, cultura afro-brasileira e crítica das visualidades coloniais. Mestrando em História da Arte pela UERJ, dedica-se à investigação da vida e obra do artista Wilson Tibério, articulando questões ligadas à diáspora negra, à religiosidade afro-brasileira e às persistências do apagamento racial nos sistemas de legitimação da arte.

Sua prática artística mobiliza a afrofabulação como método poético e político de reinscrição, fazendo da imagem um campo de disputa, reparação e invenção de presença. Entre arquivo e fabulação histórica, seu trabalho elabora contranarrativas sensíveis que interrogam os silêncios da história oficial e reivindicam outros regimes de memória.

No Museu do Amanhã, atua como Analista de Conteúdo Sênior, desenvolvendo projetos e programas nas interseções entre arte, tecnologia e sociedade, com atenção às mediações culturais, aos imaginários contemporâneos e às disputas em torno da compreensão da inovação como gesto de cuidado.

Ariana Nuala

Ariana Nuala

Pesquisadora e curadora. Sua prática se tece em diálogo com coletivos artísticos, discutindo dinâmicas de poder, impermanência e diáspora, combinando estratégias corporais e escrita em chave poética. Mestra em História da Arte pela UFPB, com a pesquisa MATAMUSEUMATA, na qual estabeleceu uma relação crítica entre o Quilombo do Catucá e a Oficina Francisco Brennand, investigando fricções entre memória, território e instituições.

Licenciada em Artes Visuais pela UFPE, também realizou experiências acadêmicas na UNAM (México) e no CLACSO. Em 2025 foi curadora e pesquisadora no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, além de  assistente de curadoria da exposição Arquivo Afro Fotográfico Zumví (IMS), sob curadoria de Hélio Menezes, e do projeto Visualizing Abolition do Institute of the Arts and Sciences da UC Santa Cruz.

Foi Gerente de Educação e Pesquisa da Oficina Francisco Brennand (2023–2024), onde também atuou como curadora (2021–2023), e coordenou o setor educativo do Museu Murillo La Greca (2018–2020). Foi curadora adjunta do 38º Panorama da Arte Brasileira, ao lado de Germano Dushá e Thiago de Paula Souza (2024), e residente do Institute for Postnatural Studies (2025). Publicou textos críticos para instituições como a 36ª Bienal de São Paulo e a Pinacoteca de São Paulo.

conheça os artistas interlocutores 

Luiza Crossman

Luiza Crossman

Radicada em São Paulo, Luiza Crosman é uma artista e escritora interdisciplinar. Trabalhando tanto com práticas baseadas em pesquisa quanto com trabalhos de estúdio, ela se interessa por especular sobre a interação entre formas de organização humana, o papel da tecnologia e da infraestrutura no contexto da geopolítica e dos sistemas planetários. Essas especulações são formalizadas em vídeo, desenhos, instalações, performances e propostas programáticas para a educação.

Ela concebe sua prática como um espaço conceitual para questionar o papel da agência natural e artificial em diferentes escalas: da subjetividade humana aos futuros planetários. Recentemente, ela tem se concentrado em pensar o céu como uma interface para novas formas de coletividade. Crosman expôs e desenvolveu projetos com o Austrian Cultural Forum NY, o Asian Cultural Center, o INHOTIM, a La Casa Encendida, o MediaLab MATADERO, a Casa do Povo, a área, a 33ª Bienal de São Paulo, o WIELS, o CAC Vilnius, o SFMoma, entre outros.

Textos recentes foram publicados na Passepartout Journal, TANK, Strelka Mag e Arts of the Working Class. Ela foi bolsista do The Terraforming, Strelka Institute (2020) e do REALTY na Sommerakademie Paul Klee (2017–2019).Possui formação em design gráfico, mestrado em Artes e Cultura (UERJ, 2014, Rio de Janeiro) e pós-mestrado em Estudos da Performatividade (apass, Bruxelas, 2017). Faz parte do conselho da Weird Economies.

Gabriel Massan

Gabriel Massan

Gabriel Massan (n. 1996, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil) é um artista multidisciplinar baseado em Berlim, cuja prática abrange animação 3D, escultura, jogos, som e instalações interativas. Descrita como “arqueologia ficcional”, sua obra articula narrativa e worldbuilding para criar ambientes digitais que exploram desigualdade, deslocamento e identidade no contexto latino-americano.

Por meio de técnicas de machinima, desenvolve simulações de sistemas de controle, conflito e sobrevivência, questionando percepções dominantes sobre o Sul Global. Massan realizou exposições individuais no BOZAR – Palácio de Belas-Artes de Bruxelas, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, na Serpentine Galleries e na The Photographers’ Gallery.

Seu trabalho foi também apresentado em instituições como Centre Pompidou-Metz, MAAT, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Julia Stoschek Foundation, Bangkok Art Biennale, HEK Basel e Hong Kong Design Institute. Recebeu comissões de Serpentine Art Technologies, X Museum, Instituto Moreira Salles e Geneva Public Art Programme (MIRE), e colaborou com Apple, Madonna e Bulgari. Foi artista em residência na Cité Internationale des Arts, em Paris, e artista convidado em instituições como New Museum, La Biennale di Venezia, Royal College of Art, Fundação Bienal de São Paulo e HAU Hebbel am Ufer. Recebeu o Award of Distinction do Ars Electronica em 2024 e foi finalista do CIRCA em 2021 e 2024.

A obra de Massan integra as coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu Nacional de Brasília. Em 2026, apresenta uma exposição individual na Frieze Seoul e realiza uma comissão para a Factory International no Manchester International Festival (MIF) (2026–2027).

Roberta Carvalho

Roberta Carvalho

Roberta Carvalho é artista visual, multimídia e diretora artística nascida em Belém do Pará. Sua prática une tecnologia, questões socioambientais e engajamento cultural em favor da Amazônia, criando obras que partem de sabedorias ancestrais e imaginam futuros em outras cosmologias.

Fundadora da 11:11 Arte e do Festival Amazônia Mapping, vencedora do Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais e indicada ao Prêmio PIPA 2023.

Criadora das instalações imersivas Ajuri e Esfera, no Museu das Amazônias 2025, sua obra circula em contextos nacionais e internacionais de destaque: direção artística da NAVE no Rock in Rio 2022, direção visual do Amazônia: An Immersive Experience na COP28 em Dubai, direção de projetos na COP30 — incluindo jantar imersivo e instalações —, curadoria do projeto Pororoca na Times Square e no Central Park em Nova York, e co-direção do documentário Mestras, selecionado no Festival de Gramado.

conheça o curador

Lucas Albuquerque

Lucas Albuquerque

Lucas Albuquerque (1996, Rio de Janeiro, BR) é curador independente, tendo colaborado em instituições nacionais qe internacionais. Como crítico de arte, já escreveu para revistas e plataformas como ArtForum, seLecT, Amarello, SP–Arte e ArtRio, assim como para jornais e artigos acadêmicos.

Foi coordenador curatorial da Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro), promovendo diálogos entre seu acervo e a arte contemporânea. Foi curador-organizador da Galeria Aymoré (Rio de Janeiro). Como curador do programa de residências artísticas do Instituto Inclusartiz (Rio de Janeiro), trabalhou estabelecendo conexões com artistas, curadores e pesquisadores entre Brasil e Reino Unido (Delfina Foundation), França (Frac Bretagne), Espanha (Homessessions) e Holanda (Rijksakademie).

Realizou a curadoria da seção curada “Transe" (2026), vinculada à SP–Arte Rotas; “Save and Continue” (2025), na Galerie Imane Farès (Paris, França); “Rosana Paulino:  Novas Raízes” (2024), na Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro); “Muamba: brazilian traces of movement” (2023), na Ruby Cruel (Londres, U.K.); “Whispers from the South” (2023), na Lamb Gallery (Londres); “Ustão” (2023) e “Ultramar” (2023), na Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro); “O Sagrado na Amazônia” (2023), com Paulo Herkenhoff; além de outras individuais e coletivas. Realizou também a curadoria da Residência Artística “Pós-natural e Outras Ecologias” (2026), no Museu do Amanhã.

EDITAL

TERMO DE COMPROMISSO

TERMO DE PERSONALIDADE

TERMO DE USO DE ESPAÇO

A Residência Artística do Museu do Amanhã é realizada pelo Laboratório de Atividades do Amanhã, apresentado pelo Itaú.