sobre o programa
Promove trocas interdisciplinares entre artistas contemporâneos e cientistas, filósofos e tecnólogos no desejo de ultrapassar a barreira entre os campos da arte, da ciência, da tecnologia e dos estudos sociais. Trazendo como pilares centrais os conceitos de Sustentabilidade, Tecnologias e Saberes, a residência funciona como um hub de trocas entre artistas e o museu. Além do desenvolvimento de um projeto, o programa de residência envolve visitas a museus, galerias e plataformas independentes, encontros regulares, sessões de discussão com convidados, eventos de networking.
sobre a edição
Neste ano, o programa de residências integra o ciclo de discussões curatoriais do Museu do Amanhã, que elege o elemento fogo como objeto de reflexão. Ele se centra, contudo, no aspecto incendiário e irrefreável das novas inteligências com o intuito de investigar como os fluxos de dados, as imposições algorítmicas, os novos modelos de linguagem e os parentescos entre o humano e o não-humano produzem novas sensibilidades estéticas.
Pensando na sobrevivência do fogo através da luz digital, do consumo voraz de informação e do aquecimento ecossistêmico propiciado pelo progresso tecnológico, a residência se abre para acolher seis pesquisas artísticas. Buscamos projetos que apresentem modos de compor e contrapor, absorver e refletir tais mudanças culturais apontadas. Convidamos artistas e pesquisadores a se afetar pelas seguintes questões:
Como a arte pode caminhar sobre o calor da dadosfera?
Onde reside a invenção no artificial, e o artifício na invenção?
Qual o papel da arte quando sua singularidade é colocada em xeque?
Como pensar mundos em que o orgânico e inorgânico se cruzem sem a total dissolução de um dos lados?
Serão selecionados:
1 artista do Rio de Janeiro;
1 artista da região sudeste;
1 artista da região norte;
1 artista da região nordeste;
1 artista da região centro-oeste;
1 artista da região sul;
cronograma
ETAPA 1 - INSCRIÇÃO EM EDITAL
20 de abril: Lançamento do Edital
30 de abril: Divulgação júri
15 de maio: Encerramento das inscrições
ETAPA 2 - SELEÇÃO PARA A RESIDÊNCIA ARTÍSTICA
19 de maio a 5 de junho: seleção para entrevistas
8 de junho: resultado da pré-seleção para entrevistas
9 a 12 de junho: Entrevistas
19 de junho: resultado final
22 de junho a 17 de julho: Assinatura do Termo de Compromisso
17 de julho a 17 de agosto: Pagamento da 1ª parcela da bolsa (60% do valor)
até 31 de agosto: Pagamento da 2ª parcela da bolsa (40% do valor)
ETAPA 3 - PROGRAMA DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA
27 de julho a 7 de agosto: Encontros de acompanhamento on-line.
17 de agosto: Residência presencial no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro)
18 de agosto: Gravação de vídeos com os residentes
18 de setembro: Evento de encerramento da residência
conheça o júri

Froiid
Atua também como orientador de artistas em programas de formação e acompanhamento, contribuindo para a elaboração conceitual de projetos, amadurecimento poético e construção de trajetórias no circuito artístico.
Desde 2014, Froiid vem construindo uma produção diversificada que inclui jogos, instalações, objetos, vídeos, fotografias e trabalhos sonoros, explorando as relações entre arte, tecnologias e a cultura da margem brasileira. Ao experimentar as regras dos jogos, investiga tensões entre liberdade e estrutura, criação e instituição, indivíduo e sociedade.

Cleyton Santanna
Sua prática artística mobiliza a afrofabulação como método poético e político de reinscrição, fazendo da imagem um campo de disputa, reparação e invenção de presença. Entre arquivo e fabulação histórica, seu trabalho elabora contranarrativas sensíveis que interrogam os silêncios da história oficial e reivindicam outros regimes de memória.
No Museu do Amanhã, atua como Analista de Conteúdo Sênior, desenvolvendo projetos e programas nas interseções entre arte, tecnologia e sociedade, com atenção às mediações culturais, aos imaginários contemporâneos e às disputas em torno da compreensão da inovação como gesto de cuidado.

Ariana Nuala
Licenciada em Artes Visuais pela UFPE, também realizou experiências acadêmicas na UNAM (México) e no CLACSO. Em 2025 foi curadora e pesquisadora no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, além de assistente de curadoria da exposição Arquivo Afro Fotográfico Zumví (IMS), sob curadoria de Hélio Menezes, e do projeto Visualizing Abolition do Institute of the Arts and Sciences da UC Santa Cruz.
Foi Gerente de Educação e Pesquisa da Oficina Francisco Brennand (2023–2024), onde também atuou como curadora (2021–2023), e coordenou o setor educativo do Museu Murillo La Greca (2018–2020). Foi curadora adjunta do 38º Panorama da Arte Brasileira, ao lado de Germano Dushá e Thiago de Paula Souza (2024), e residente do Institute for Postnatural Studies (2025). Publicou textos críticos para instituições como a 36ª Bienal de São Paulo e a Pinacoteca de São Paulo.
conheça os artistas interlocutores

Luiza Crossman
Ela concebe sua prática como um espaço conceitual para questionar o papel da agência natural e artificial em diferentes escalas: da subjetividade humana aos futuros planetários. Recentemente, ela tem se concentrado em pensar o céu como uma interface para novas formas de coletividade. Crosman expôs e desenvolveu projetos com o Austrian Cultural Forum NY, o Asian Cultural Center, o INHOTIM, a La Casa Encendida, o MediaLab MATADERO, a Casa do Povo, a área, a 33ª Bienal de São Paulo, o WIELS, o CAC Vilnius, o SFMoma, entre outros.
Textos recentes foram publicados na Passepartout Journal, TANK, Strelka Mag e Arts of the Working Class. Ela foi bolsista do The Terraforming, Strelka Institute (2020) e do REALTY na Sommerakademie Paul Klee (2017–2019).Possui formação em design gráfico, mestrado em Artes e Cultura (UERJ, 2014, Rio de Janeiro) e pós-mestrado em Estudos da Performatividade (apass, Bruxelas, 2017). Faz parte do conselho da Weird Economies.

Gabriel Massan
Por meio de técnicas de machinima, desenvolve simulações de sistemas de controle, conflito e sobrevivência, questionando percepções dominantes sobre o Sul Global. Massan realizou exposições individuais no BOZAR – Palácio de Belas-Artes de Bruxelas, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, na Serpentine Galleries e na The Photographers’ Gallery.
Seu trabalho foi também apresentado em instituições como Centre Pompidou-Metz, MAAT, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Julia Stoschek Foundation, Bangkok Art Biennale, HEK Basel e Hong Kong Design Institute. Recebeu comissões de Serpentine Art Technologies, X Museum, Instituto Moreira Salles e Geneva Public Art Programme (MIRE), e colaborou com Apple, Madonna e Bulgari. Foi artista em residência na Cité Internationale des Arts, em Paris, e artista convidado em instituições como New Museum, La Biennale di Venezia, Royal College of Art, Fundação Bienal de São Paulo e HAU Hebbel am Ufer. Recebeu o Award of Distinction do Ars Electronica em 2024 e foi finalista do CIRCA em 2021 e 2024.
A obra de Massan integra as coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu Nacional de Brasília. Em 2026, apresenta uma exposição individual na Frieze Seoul e realiza uma comissão para a Factory International no Manchester International Festival (MIF) (2026–2027).

Roberta Carvalho
Fundadora da 11:11 Arte e do Festival Amazônia Mapping, vencedora do Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais e indicada ao Prêmio PIPA 2023.
Criadora das instalações imersivas Ajuri e Esfera, no Museu das Amazônias 2025, sua obra circula em contextos nacionais e internacionais de destaque: direção artística da NAVE no Rock in Rio 2022, direção visual do Amazônia: An Immersive Experience na COP28 em Dubai, direção de projetos na COP30 — incluindo jantar imersivo e instalações —, curadoria do projeto Pororoca na Times Square e no Central Park em Nova York, e co-direção do documentário Mestras, selecionado no Festival de Gramado.
conheça o curador

Lucas Albuquerque
Foi coordenador curatorial da Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro), promovendo diálogos entre seu acervo e a arte contemporânea. Foi curador-organizador da Galeria Aymoré (Rio de Janeiro). Como curador do programa de residências artísticas do Instituto Inclusartiz (Rio de Janeiro), trabalhou estabelecendo conexões com artistas, curadores e pesquisadores entre Brasil e Reino Unido (Delfina Foundation), França (Frac Bretagne), Espanha (Homessessions) e Holanda (Rijksakademie).
Realizou a curadoria da seção curada “Transe" (2026), vinculada à SP–Arte Rotas; “Save and Continue” (2025), na Galerie Imane Farès (Paris, França); “Rosana Paulino: Novas Raízes” (2024), na Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro); “Muamba: brazilian traces of movement” (2023), na Ruby Cruel (Londres, U.K.); “Whispers from the South” (2023), na Lamb Gallery (Londres); “Ustão” (2023) e “Ultramar” (2023), na Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro); “O Sagrado na Amazônia” (2023), com Paulo Herkenhoff; além de outras individuais e coletivas. Realizou também a curadoria da Residência Artística “Pós-natural e Outras Ecologias” (2026), no Museu do Amanhã.