Laboratório Aberto

Oficina de videomapping como arquivo das águas com Coletivo Coletores

Num mergulho na exposição Oceano — o mundo é um arquipélago, em cartaz no Museu do Amanhã até 19 de maio, convidamos o artista e pesquisador Flávio Camargo para conduzir a oficina que transforma práticas do vídeomapping numa espécie de arquivo material das águas, nos ajudando a construir um olhar atento e artísticos sobre as aguas da Baía de Guanabara.

O coletivo propõe que as cidades sejam vistas como meio e suporte para suas ações, utilizando diversas linguagens visuais e tecnológicas para debater temas como periferias globais, apagamentos históricos e culturais, e o direito à cidade. O Coletivo Coletores tem um histórico de participação em projetos e exposições de arte, tecnologia e cidades em várias instituições culturais pelo Brasil, incluindo o Museu das Favelas, Museu Nacional da República, Museu da Língua Portuguesa, MUBE, File SP, Museu Afro Brasil e Instituto Moreira Salles.

Partindo da palavra “Guanabara”, de origem tupi (kûárana pará ou yguaá-mbara), que significa “seio do mar” em referência ao formato arredondado da enseada e à fartura de pesca que suas águas já proporcionaram, a atividade propõe um diálogo entre memória, território e paisagem. A atividade combina experimentação, técnicas de projeção e a construção de uma narrativa visual, unindo arte, tecnologia e imagem projetada.

Flávio Camargo

Flávio Camargo

Artista multimídia, pesquisador, professor e cenógrafo. É formado em Artes Visuais e especialista em Design pela FAU-USP. Atuou em programas de formação como o Programa Vocacional da Prefeitura de São Paulo e o Encontros Dissidentes, no Museu da Língua Portuguesa, desenvolvendo processos formativos voltados à criação artística e às relações entre arte, cidade, tecnologia e território. É cofundador do Coletivo Coletores, com o qual desenvolve, desde 2008, projetos que pensam a cidade como meio e suporte para intervenções urbanas.

Coletivo Coletores

Coletivo Coletores

Formado em 2008, na periferia da Zona Leste da cidade de São Paulo, pelos artistas e pesquisadores Toni Baptiste e Flávio Camargo, o Coletivo Coletores propõe pensar a cidade como meio e suporte para suas ações. A partir de diferentes linguagens visuais e tecnológicas, o coletivo desenvolve trabalhos que discutem temas ligados às periferias globais, aos apagamentos históricos e culturais e ao direito à cidade. Em sua pesquisa poética, o Coletivo Coletores realiza ações que buscam evidenciar histórias e estratégias de resistência de coletividades e movimentos culturais insurgentes, além de colaborar com espaços, coletivos e movimentos sociais periféricos ou historicamente marginalizados.

sobre a oficina

Partindo de um processo de formação e criação colaborativa, conduzido pelo Coletivo Coletores, a oficina será organizada nos dias 11 e 12 de maio de 2026, das 14h às 18h.  O foco é apresentar aos participantes os fundamentos do vídeo mapping, metodologias de criação coletiva e referências da cultura visual urbana, com ênfase na memória das águas, território e cidade.

Nesses dois encontros, os participantes realizam experimentações visuais e geram conteúdo autoral (fotografias, desenhos, vídeos e grafismos) inspirados na paisagem urbana e nas narrativas hídricas da cidade. O material é produzido tanto com recursos próprios quanto com o acervo do coletivo. No dia 11 de maio, será dedicado à elaboração de conteúdo e conversão de mídia, enquanto no dia 12 de maio focaremos em experimentos práticos com o software Resolume Arena.

A etapa final da oficina será reservada para exibição pública da obra colaborativa de vídeo mapping. A projeção será feita na arquitetura do Museu do Amanhã, transformando o espaço em uma superfície narrativa sobre fluxos, memórias e imaginários das águas, e compartilhando com o público o processo criativo desenvolvido durante a formação.

observação: Para um melhor aproveitamento da prática, é essencial a participação em ambos os dias da oficina.

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