O coletivo propõe que as cidades sejam vistas como meio e suporte para suas ações, utilizando diversas linguagens visuais e tecnológicas para debater temas como periferias globais, apagamentos históricos e culturais, e o direito à cidade. O Coletivo Coletores tem um histórico de participação em projetos e exposições de arte, tecnologia e cidades em várias instituições culturais pelo Brasil, incluindo o Museu das Favelas, Museu Nacional da República, Museu da Língua Portuguesa, MUBE, File SP, Museu Afro Brasil e Instituto Moreira Salles.
Partindo da palavra “Guanabara”, de origem tupi (kûárana pará ou yguaá-mbara), que significa “seio do mar” em referência ao formato arredondado da enseada e à fartura de pesca que suas águas já proporcionaram, a atividade propõe um diálogo entre memória, território e paisagem. A atividade combina experimentação, técnicas de projeção e a construção de uma narrativa visual, unindo arte, tecnologia e imagem projetada.

Flávio Camargo

Coletivo Coletores
sobre a oficina
Partindo de um processo de formação e criação colaborativa, conduzido pelo Coletivo Coletores, a oficina será organizada nos dias 11 e 12 de maio de 2026, das 14h às 18h. O foco é apresentar aos participantes os fundamentos do vídeo mapping, metodologias de criação coletiva e referências da cultura visual urbana, com ênfase na memória das águas, território e cidade.
Nesses dois encontros, os participantes realizam experimentações visuais e geram conteúdo autoral (fotografias, desenhos, vídeos e grafismos) inspirados na paisagem urbana e nas narrativas hídricas da cidade. O material é produzido tanto com recursos próprios quanto com o acervo do coletivo. No dia 11 de maio, será dedicado à elaboração de conteúdo e conversão de mídia, enquanto no dia 12 de maio focaremos em experimentos práticos com o software Resolume Arena.
A etapa final da oficina será reservada para exibição pública da obra colaborativa de vídeo mapping. A projeção será feita na arquitetura do Museu do Amanhã, transformando o espaço em uma superfície narrativa sobre fluxos, memórias e imaginários das águas, e compartilhando com o público o processo criativo desenvolvido durante a formação.
observação: Para um melhor aproveitamento da prática, é essencial a participação em ambos os dias da oficina.